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Estádio

A história da Ressacada: o estádio que virou bairro e identidade

Avaí Insider · 2026

Quando o Avaí FC decidiu deixar o velho Estádio Adolfo Konder, no centro de Florianópolis, a torcida respirou aliviada. A Ressacada, inaugurada em 15 de novembro de 1983 no bairro Carianos, representou o salto que o clube precisava para crescer. O estádio Aderbal Ramos da Silva nasceu com a cara de um time que queria deixar marcas profundas na história catarinense. Desde o primeiro jogo, a estrutura de concreto armado e o gramado largo viraram sinônimo de casa para gerações de azuis e brancos que lotavam as arquibancadas em dias de sol forte ou chuva torrencial.

O nome oficial homenageia o ex-presidente Aderbal Ramos da Silva, figura central na construção do projeto. Localizado a poucos minutos do Aeroporto Hercílio Luz, o estádio rapidamente se integrou ao cotidiano do bairro Carianos. O que era um terreno distante virou ponto de encontro, comércio e orgulho local. A iluminação chegou em 31 de maio de 1986, permitindo que o Avaí disputasse jogos noturnos e atraísse ainda mais público. O recorde histórico permanece até hoje: 32.226 torcedores na final do Campeonato Catarinense de 1988, um mar azul que jamais se repetiu. Hoje, com capacidade oficial de 17.800 lugares, a Ressacada continua sendo o coração pulsante do clube e um pedaço inseparável da identidade do bairro.

Fachada de concreto de estádio antigo com portões azuis e palmeiras.

O nascimento de um estádio próprio

A construção da Ressacada foi o ponto de virada na vida institucional do Avaí FC. Até 1983 o clube dividia espaços ou jogava em estádios alheios, o que limitava o faturamento e a conexão emocional com a torcida. O estádio Aderbal Ramos da Silva, erguido no bairro Carianos em Florianópolis, trouxe autonomia. A inauguração em 15 de novembro de 1983 foi festejada por milhares de sócios que viram ali o futuro do Leão da Ilha. O projeto inicial já previa uma estrutura robusta, com rampas largas e visibilidade privilegiada para o gramado.

O estádio não apenas abrigou jogos. Ele moldou a rotina do bairro Carianos, que cresceu ao redor dos dias de partida. Comércios se instalaram nas proximidades, famílias se mudaram para acompanhar o time de perto e a Ressacada virou referência geográfica na capital catarinense. O nome oficial, Estádio Aderbal Ramos da Silva, carrega o respeito à memória de quem lutou pela obra.

A chegada da luz e o recorde eterno

Três anos após a inauguração, em 31 de maio de 1986, as torres de iluminação foram finalmente instaladas. A novidade permitiu que o Avaí realizasse treinamentos e jogos noturnos, aumentando a receita de bilheteria e a visibilidade na televisão. A torcida, que já comparecia em peso durante o dia, passou a lotar a Ressacada também sob as luzes artificiais, criando um ambiente ainda mais vibrante nas noites de Florianópolis.

O ápice dessa fase dourada aconteceu na final do Campeonato Catarinense de 1988. Exatos 32.226 torcedores lotaram todos os setores do estádio Aderbal Ramos da Silva, estabelecendo o recorde de público que permanece imbatível mais de três décadas depois. Aquela tarde no bairro Carianos ficou marcada na memória coletiva como o dia em que a Ressacada mostrou sua verdadeira força.

Catraca azul desgastada e degraus de concreto de um estádio antigo.

Modernizações que preservaram a alma

Ao longo das décadas seguintes, a Ressacada passou por ajustes necessários para acompanhar as exigências do futebol moderno. Cadeiras substituíram parte das antigas arquibancadas de concreto, áreas de imprensa foram ampliadas e a segurança foi reforçada sem perder o charme original do projeto de 1983. O estádio nunca deixou de ser o mesmo lugar onde a torcida do Avaí canta desde o primeiro minuto até o apito final.

Essas mudanças mantiveram o estádio dentro dos padrões exigidos por federações e confederações, garantindo que o Avaí pudesse continuar recebendo grandes jogos no bairro Carianos. A capacidade atual, fixada em 17.800 lugares, reflete o equilíbrio entre conforto, segurança e preservação da atmosfera quente que sempre caracterizou a Ressacada.

O estádio como identidade do bairro

Hoje o bairro Carianos e a Ressacada são praticamente a mesma coisa na cabeça do torcedor avaiano. Moradores que nem torcem para o clube reconhecem o estádio Aderbal Ramos da Silva como cartão-postal local. Nos dias de jogo, o trânsito muda, as ruas ganham bandeiras azuis e brancas e o ar fica diferente. O estádio virou extensão natural das casas do entorno, ponto de encontro de famílias e amigos que transformam cada partida em festa coletiva.

O papel na vida do clube

Para o Avaí FC, a Ressacada representa muito mais que um campo de futebol. É o lugar onde o clube construiu sua história recente, conquistou títulos e formou ídolos que a torcida jamais esquece. O estádio permitiu ao Leão da Ilha ter uma renda própria, organizar melhor sua estrutura e sonhar alto. Mesmo com a capacidade reduzida para 17.800 lugares por questões de segurança, o estádio continua sendo o principal ativo do clube e o espaço onde a identidade azul e branca se renova a cada temporada.

  • A Ressacada foi inaugurada em 15 de novembro de 1983 no bairro Carianos.
  • O nome oficial do estádio homenageia o presidente Aderbal Ramos da Silva.
  • A iluminação foi instalada em 31 de maio de 1986.
  • O recorde de público é de 32.226 torcedores na final de 1988.
  • A capacidade atual do estádio é de 17.800 lugares.
  • O estádio se tornou parte inseparável da identidade do bairro Carianos.
Aspecto 1983-1986 Atual Impacto
Capacidade acima de 30 mil 17.800 segurança
Iluminação sem luz moderna noturnos
Público recorde 32.226 mantido 1988
Integração bairro inicial total identidade
Conforto básico cadeiras famílias

Quatro décadas depois da inauguração, a Ressacada segue de pé, envelhecendo com dignidade e continuando a contar a história do Avaí FC e do bairro Carianos. Para o torcedor que frequenta o estádio Aderbal Ramos da Silva, cada degrau de concreto, cada portão azul e cada grito ecoando nas noites de Florianópolis reforçam o mesmo sentimento: ali não é só um estádio, é a nossa casa.